quarta-feira, 10 de maio de 2017
Ditadura judicial?
Desde que uma penca de juízes suspenderam a posse de Lula como ministro da casa civil em 2016 que eu sabia que alguma coisa estava muito errada. Recentemente, o juiz Ricardo Leite determinou a suspensão das atividades do Instituto Lula. Tivemos também o juiz Friedman Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba, que determinou a reintegração de posse da área onde estavam situados os acampamentos de militantes do MST e de movimentos sociais que estavam na capital paranaense em apoio ao ex-presidente. Como se não bastasse, a juíza partidária Diele Zydek também tentou proibir os acampamentos em Curtiba.
Enfim, o que estamos testemunhando é uma tentativa rocambolesca de se implantar uma juristocracia. Juízes parciais tomando decisões baseadas não nas leis, mas em suas convicções políticas. A própria Operação Lava Jato tem muitas similaridades com métodos nada democráticos utilizados também pelos militares durante da ditadura. Algo não me cheira nada bem em toda essa história. Será que após o Golpe Parlamentar teremos o início de mais um período antidemocrático neste país?
Fica aí a reflexão...
terça-feira, 9 de maio de 2017
O meu amor vai vencer o seu ódio
Numa época de ódio exacerbado sendo disseminado impunemente e de juízes usando seus poderes para fazer política ao invés de justiça, o que resta para os defensores da democracia é estar ao lado de Lula contra as arbitrariedades e perseguições que ele vem sofrendo. Nem mesmo os outdoors em Curitiba foram poupados da parcialidade e do ódio irracional contra Lula. Nunca nada foi provado contra ele e, mesmo assim, a ala reacionária quer que ele seja preso de qualquer jeito, pouco se importando se isso é justo ou injusto. O ódio contra um ser humano nunca foi tão propagado e naturalizado.
É engraçado notar que todos os racistas, misóginos, homofóbicos, xenófobos, neonazistas e fascistas odeiam o Lula – e a prisão dele representa a concretização da vingança deles contra a justiça social e contra o "politicamente correto" atribuídos ao PT. O ódio deles por Lula – e só e exclusivamente por Lula – é irracional e baseado em claro ressentimento pela perda de seus privilégios durante os governos petistas.
Porém, como eu abomino o ódio e a injustiça, o meu sentimento é de amor, de calor humano e de solidariedade com o ex-presidente. A minha luta é pela inclusão social, pelo respeito às diferenças e pela democracia. Coxinha nenhum é capaz disso, porque eles, infelizmente, não conseguem deixar o rancor reacionário de lado em seu mundo egocêntrico fortalecido pela lavagem cerebral midiática.
Nesta quarta-feira, 10 de maio, Lula será interrogado pelo
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Lindbergh Farias tirou as palavras da minha boca
Durante o 6º Congresso Estadual do PT em São Paulo, o senador petista Lindberg Farias fez um discurso inflamado onde resumiu tudo que eu andei escrevendo sobre política neste blog nos últimos dois anos. Lindberg discursou sobre (quase) tudo que precisa ser feito para consertar o país e prometeu que, desta vez, o PT vai para cima da Globo! Não é possível que continuemos a viver nesta plutocracia predatória controlada por oligarquias que tratam o próprio país como uma colônia de exploração. O Brasil precisa pertencer ao povo.
Enfim, durante o congresso, tivemos ainda a participação da senadora Gleisi Hoffmann, do ex-presidente Lula e do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. Sobre a Globo, Lula reafirmou: “Não vou permitir que a Rede Globo continue mentindo”. Agora, sim, guerra contra o PIG foi oficialmente declarada. É a Globo de um lado e o Brasil do outro. E diferentemente do que a direita estúpida pensa sobre essa "guerra", não se trata de uma "ditadura do PT contra a liberdade de imprensa". O que se trata aqui são de regras para que a democracia seja respeitada e para que a mídia seja pluralizada. A Globo e a imprensa burguesa em geral não têm o direito de continuar mandando no país através de seus oligopólios.O vídeo com o desabafo de Lindberg segue abaixo:
domingo, 7 de maio de 2017
Um marido para Michel Temer
Depois do disparate machista proferido pelo presidente golpista no Dia Internacional da Mulher que, inclusive, virou motivo de indignação até no exterior, parece que o temeroso não desistiu de suas frases de efeito. Durante a entrevista com o apresentador Ratinho, no SBT, Temer teve a cara de pau de dizer que os governos agora precisam passar a ter marido para equilibrar as contas e "não quebrar". E já que o presidente gaiato quer tanto um marido para ajudar nas suas contas descontroladas com o governo, que tal lançarmos a seguinte campanha: "Procura-se um marido para Michel Temer"? Quem sabe com um marido, o Sr. Michel não consiga evitar que o país quebre?
Além de só ter escolhido homens como ministros após sua posse, ele ainda lança essas pérolas contra as mulheres, como se estivesse debochando da humanidade. Ainda bem que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) deu uma resposta à altura:
sábado, 6 de maio de 2017
O Brasil de 2017 é uma piada de mal gosto
Pois é, camaradas. A coisa não está fácil para os brasileiros. Investimentos em saúde e educação congelados por 20 anos, aposentadoria funeral, leis trabalhistas ameaçadas de extinção, tentativa de legalização do trabalho escravo, eleições de 2018 ameaçadas de adiamento, perseguição política ao maior partido progressista do país, fascismo crescendo sem parar, mentiras neoliberais sendo pregadas como se fossem verdades supremas pela imprensa golpista, violência crescendo sem parar, desemprego idem... e os coxinhas aplaudindo tudo, porque "se os petralhas estão reclamando, é porque é bom".
E nada disso parece ser suficiente. A nossa elite ranzinza quer mais. Ainda precisam nos mostrar que as minorias estão erradas obre si mesmas. É vereador negro fazendo pouco caso do racismo, é ex-feminista atacando o feminismo e até fascista dando palestra para a comunidade judaica. Fora a venda do Brasil às multinacionais estrangeiras; o fortalecimento dos oligopólios; o fim de vários concursos públicos; as privatizações em massa; a destruição das indústrias naval, de carnes e de construção civil; e o dinheiro público distribuído gratuitamente para bancos, imprensa e operadoras de telecom. Fora que os juros, o rentismo e o predatismo empresarial nunca estiveram tão altos.
Estamos entrando numa era de estagnação, de pobreza generalizada e de precarização absoluta da saúde, da educação e do trabalho.
É por tudo isso que às vezes acho que uma revolução é pouco. O Brasil precisa de uma reestruturação de base tão profunda que mesmo uma revolução seria algo superficial. É preciso uma invasão em massa a Brasília não para negociar com os canalhas que lá estão, mas, sim, para tomar o poder. Só aí então poderemos falar em Constituinte e reformas de base. A alta burguesia não merece sequer ser levada em consideração por tudo que ela faz e fez contra este país e contra todos nós. Foi a alta burguesia que transformou o Brasil não num país, mas numa grande piada de mal gosto.
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