segunda-feira, 6 de junho de 2022

O neoliberalismo é a maior ilusão da classe média


A deputada federal Chibata Patronal Tábata Amaral, também conhecida como Batata Liberal ou, como carinhosamente a chamo, Chicago Girl, disse ter votado errado no absurdo projeto que permite que os bancos possam tomar a casa dos devedores. Ora, só cai nesse papinho tosco quem é muito burro. A Chicago Girl não votou errado coisa nenhuma. Ela é uma cria neoliberal financiada pelo bilionário dono da Ambev. Aliás, a classe média adora ser feita de trouxa ao votar nesses neoliberais disfarçados de progressistas. Nós, pessoas de esquerda, não podemos nos iludir com gente que titubeia ao falar de questões econômicas. E para pessoas que se dizem "não ser de direita e nem de esquerda", é preciso ver até onde as reformas neoliberais levaram o nosso país depois dos governos de Temer e Bolsonaro. Essa conversa mole de livre mercado, meritocracia e Estado mínimo é um engodo que só serve para enriquecer ainda mais quem controla o Estado através do seu poderio econômico. Discurso neoliberal não se sustenta na prática. É pura lavagem cerebral dos canais da burguesia rentista.

Seis anos de neoliberalismo nos levou a isso.

Então já que este é um ano de eleição, pelamordedeus não seja feito de trouxa outra vez. Aprenda a votar em quem tem compromisso com sua causa, com sua classe e com suas reais necessidades. Se você não é banqueiro, oligarca, latifundiário, dono de fábrica, usineiro, miliciano ou rentista, vai votar na direita para quê? Para se ferrar ainda mais? Acorda, meu povo! Vote em quem valoriza o trabalho e os trabalhadores.

Não era isso que você tanto queria?

domingo, 5 de junho de 2022

Sempre detestei a escola


Se tem uma coisa que eu nunca gostei na vida foi da tal da escola. Imagine você passar 18 anos da sua vida tendo que acordar cedo para ficar aprisionado num colégio onde você era obrigado a assistir um monte de aulas chatas por mais de 4 horas seguidas durante toda a semana. Eu sempre enxerguei a escola como uma espécie de internato ou de prisão em que éramos privados de fazer as coisas que gostávamos e tinha aquela pressão enorme para tirar boas notas. E o pior é que quando eu era menor, eu não entendia o porquê daquele martírio todo. Puxa vida, eu queria era andar de bicicleta, jogar videogame, brincar com meus brinquedos e assistir tevê. Era por isso que eu só gostava mesmo da hora do recreio, onde tínhamos uns 20 minutinhos para brincar com os colegas. De resto, nem as aulas de educação física se salvavam, porque praticamente só tinha futebol e eu era perna de pau na linha e frangueiro no gol. Mas enfim, eu vou aproveitar essa postagem-desabafo para contar um pouco como era a coisa na minha época de estudante que foi de meados dos anos 1980 até o início dos anos 2000.

Eita que época complicada...

Período pré-escolar
Por incrível que pareça, a única época realmente boa do período escolar para mim foi o maternal. Isso porque ali eu e meus coleguinhas éramos muito jovenzinhos para começar a aprender as formalidades do ensino. Então era basicamente só diversão com atividades lúdicas onde tínhamos uma brinquedoteca, berçário, mesas para desenhar e um jardim onde socializávamos. Lembro que no meu maternal tinha um casal de tartarugas no pátio que eu costumava alimentar com meu lanche. Essa é, inclusive, uma das lembranças mais antigas da minha vida.

Passado o maternal, entrei no pré-escolar que era dividido em jardim 1, 2 e 3 ou, no meu caso, foram jardins 1 e 2 e alfabetização. Foram nesses três anos de "prézinho" que realmente fui introduzido no mundo escolar, porque a partir dali cada aluno tinha sua própria banca, tinha seu caderno, seu próprio livro de exercícios, sua agenda escolar e começávamos de fato a aprender a escrever, a ler e a fazer contas básicas. Este foi o período onde mais sofri para me adaptar, porque era tudo muito novo e foi ali que comecei a detestar a escola, porque eu não sabia o que estava fazendo preso naquele lugar longe de casa e dos meus brinquedos.

Sempre fui da turma da bagunça.


Ensino fundamental
Quando terminei a alfabetização, finalmente ingressei no ensino fundamental que era dividido entre primário (da primeira até a quarta série) e ginásio (da quinta até a oitava). E logo no primário, as mudanças eram gigantes, porque usávamos as fardas dos meninos mais velhos, usávamos mochila, tínhamos um pátio com brinquedos novos separados do pré-escolar e tínhamos agora várias disciplinas que eram português, matemática, ciências e estudos sociais. Continuávamos com uma única professora, mas agora existia a obrigação de tirar notas boas no boletim para poder passar de ano. As duas coisas que eu mais odiava nessa época eram os decorebas (especialmente as tabuadas), o tempo maior que ficávamos na escola, as provas surpresa e os insuportavelmente chatos deveres de casa. A única disciplina que eu realmente gostava era ciências, porque nela eu começava a entender o porquê das coisas e via temas envolvendo dinossauros, espaço sideral e corpo humano. Mas fora ciências, o resto eu detestava por não ver utilidade nenhuma para minha vida e também porque eram pouco lúdicas.

Mas a maior mudança mesmo foi quando saí da quarta para a quinta série, porque além de ter mudado de escola e ter um recreio e horário separados só para os alunos dos últimos anos do fundamental, fui introduzido a disciplinas totalmente novas como geografia, biologia, ecologia, história, língua estrangeira (inglês) e redação. E cada disciplina tinha seu próprio professor. Fora que rolava na época uma hierarquia brutal entre os alunos onde os mais velhos praticamente mandavam nos mais jovens. Os alunos da oitava série, por serem maiores, mais fortes e mais velhos, "botavam moral" nos alunos da sétima, da sexta e da quinta série. Os da sétima série, por sua vez, mandavam e desmandavam nos da sexta e da quinta. Os da sexta mandavam nos da quinta e os da quinta, coitados, só tomavam porrada dos mais velhos, eram proibidos de entrar na quadra nos dias livres e viviam sofrendo bullying. E daí que quando a gente passou para a sexta série, começamos a oprimir os alunos da quinta como faziam com a gente. A coisa ficou tão séria que teve aluno da quinta série abandonando o colégio e a nossa turma tomou uma bronca do diretor por não estarmos dando espaço para os alunos da quinta série se desenvolverem. A partir da sétima série a coisa foi diminuindo até que na oitava essa coisa de hierarquia praticamente tinha acabado. Foi nessa época também que precisei ter aulas de reforço, porque tive muitas dificuldades de aprendizado, passei a entrar em recuperação em todos os semestres e também tinha o cursinho de inglês que fazia por fora. Foi a época mais turbulenta que vivi no colégio, porque estava saindo da infância e entrando na adolescência.

Só sinto saudade mesmo dos colegas e das brincadeiras.

Ensino médio
A minha jornada no mundo escolar terminou no ensino médio que, na época, também era conhecido como segundo grau ou científico. Mais uma vez mudei de escola e poucas disciplinas novas foram adicionadas, tais como literatura, filosofia, física e química. Foram nos três anos do ensino médio que passei a ter aulas em dois turnos e também nos sábados sempre com aquele foco no vestibular. O bacana do ensino médio é que podíamos voltar para casa sozinhos e não tinha tanto controle de diretores e professores sobre os alunos. Nessa época foi quando os grupinhos ou tribos começavam a se formar com os nerds, os roqueiros, os esportistas, os turistas, os noiados, etc. Foi somente no ensino médio que passei a entender o porquê de ter atravessado todos aqueles anos de aprendizado e também foi o único período onde tivemos uma aula de despedida, mais conhecida como aula da saudade com os melhores professores. Nessa época foi onde comecei a consolidar a minha visão política e a entender melhor como o mundo funcionava. Também foi a mesma época que comecei a escrever poesias e minhas primeiras músicas. Mas o fato é que sempre achei a escola um saco cheio de lições inúteis. Até hoje não usei cálculo estequiométrico e números complexos, por exemplo, para outra coisa que não fosse o vestibular.

Enfim, escola, nunca mais. Saudades mesmo, só da turma do fundão e das aulas que matei, rarará!

sábado, 4 de junho de 2022

Odeio ganhar presente


Num dia ocioso qualquer, estive dando uma olhada num blog que listava as 20 razões para namorar. Apesar de uma coisa aqui outra acolá até ser bacana isoladamente, o namoro é um compromisso que não me atrai nem um pouco por diversas razões que vão desde a perda da liberdade até o estresse crônico. Porém, um item da lista me chamou atenção por eu particularmente detestar que é a "vantagem" de receber presentes no dia dos namorados. Ao contrário de quando eu era criança, hoje eu simplesmente ODEIO receber presentes, seja de namoro, de aniversário, de natal ou de qualquer outra data inútil que seja. E tem três motivos básicos para isso.

O primeiro motivo é que, normalmente, a gente não escolhe o que vai ganhar de presente e, na maioria das vezes, são coisas fúteis ou inúteis. Eu, por exemplo, tenho uma gaveta no guarda-roupas abarrotada de meias que ganhei de presente e nunca usei. Eu não sei por que as pessoas vivem me dando meias, sendo que eu só uso dois ou três pares de meias de poliamida (geralmente para corrida) por ano. E o pior não é isso. O pior é quando eu ganho uma caixa de chocolates justamente no início do meu período de dieta restritiva. E aí rola aquele constrangimento de ter que forçar aquele sorriso de falsa gratidão por algo que não me serve para porcaria nenhuma. Recusar presentes é deselegante, então tenho que aceitá-los por educação. Pois como minha avó dizia: a cavalo dado não se olha os dentes.

O segundo motivo, é que eu gosto de escolher o meu próprio presente e conquistá-lo com o meu próprio dinheiro. Isso me dá a sensação de mérito e de possuir real propriedade sobre o que tenho. Eu mesmo, se pudesse, me daria um presente útil todo mês e isso é muito melhor do que ganhar um presentinho aleatório de quem desconhece minhas necessidades. Fora que é muito mais gostoso você comprar aquele produto que você está de olho há bastante tempo.

O terceiro e último motivo pelo qual não gosto de receber presentes é que eu me sinto em dívida de gratidão com quem me presenteou. Eu fico "endividado" com a pessoa, sentindo a necessidade de retribuir dando outro presente como reconhecimento ou agradecimento. E eu acho isso horrível, porque lá vou eu fazer com outra pessoa algo que eu detesto que façam comigo. O problema é que eu fico sofrendo de ansiedade por tentar imaginar o que a pessoa quer e se ela vai gostar ou não. Fora que eu posso estar desperdiçando meu dinheiro comprando algo que pode ser inútil para outra pessoa. Então esse negócio de presente não é mesmo para mim.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Temos que parar de comer lixo


Já deve ser de conhecimento geral aquela presepada da vereadora reaça Jessicão (PP) que lançou um projeto de lei para proibir alimentos em forma de órgãos sexuais em Londrina. Desnecessário dizer que isso é uma verdadeira piada de mau gosto. Mas o ponto interessante é que ao invés de usar a desculpa esfarrapada de "proteger as crianças" para criar projetos de fundo moralista, por que a tal vereadora não pensou na saúde das pessoas, evitando a venda de alimentos que fazem realmente mal? Isso, sim, seria de utilidade pública, porque reduziria os gastos com saúde pública.

Nós respiramos ar poluído, bebemos água contaminada com ph inadequado, usamos sal com resíduos de microplástico e, não menos grave, comemos uma quantidade obscena de alimentos que devastam a nossa saúde. Esses alimentos industrializados, embutidos e ultraprocessados são uma verdadeira praga dos tempos modernos. Isso porque a imensa maioria desses produtos está abarrotada de substâncias cancerígenas ou inflamatórias, tais como glúten, caseína, glutamato monossódico, conservantes, corantes, aditivos químicos e uma quantidade aterradora de uma das drogas mais perigosas que existe: o açúcar. Isso sem falar dos alimentos naturais que recebem doses encavaladas de pesticidas. Por que então não temos projetos de lei voltados para a questão da redução dessas substâncias perigosas dos alimentos?

Comida saudável é a base de uma boa saúde.

Enfim, enquanto não houver uma preocupação formal do Estado em proibir ou reduzir alimentos que realmente merecem ser proibidos, teremos – nós mesmos – que fazer por nossa própria conta a escolha pelos alimentos mais saudáveis possíveis. Vamos evitar essas tranqueiras industrializadas que, embora sejam muito saborosas por sua hiperpalatabilidade, têm um custo muito alto para a nossa saúde no médio e longo prazo, especialmente para os nossos intestinos. Ao invés de refrigerantes, biscoitos, bolachas, pães, donuts, cupcakes, achocolatados, milk shakes, fast food, pizza, leite e derivados, por que não matar a fome com alimentos orgânicos saudáveis como frutas, verduras, sementes, grãos, legumes e castanhas? É tudo uma questão de hábito. Com o tempo, o nosso paladar muda e largamos o vício nessa alimentação trash que é um verdadeiro lixo. Vamos substituir farinha de trigo por aveia, leite de vaca por leites vegetais (de coco ou de amêndoas), óleo de soja por azeite de oliva e usar adoçantes mais saudáveis, como o próprio mel, por exemplo. Só precisamos "girar a chave" de querer mudar para melhor. A nossa saúde agradece.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

As lendárias canções de Yu Yu Hakusho


Um dos animes que mais marcou a minha vida foi o inesquecível Yu Yu Hakusho que assisti pela primeira vez na Rede Manchete quando tinha entre meus 13 e 14 anos. Ele estreou no Brasil em uma segunda-feira, 18:30 horas do dia 24 de março de 1997, logo após Kamen Rider RX e antes de Cavaleiros do Zodíaco, e permaneceu na programação da Manchete até a falência da emissora em 1999. Além da ótima história, do carisma dos personagens e da dublagem que virou referência nacional, o anime tinha outra coisa que eu amava que eram as versões brasileiras das suas músicas, especialmente as músicas de encerramento. Mais de 20 anos depois, para minha surpresa, os músicos que produziram as versões originais em 1997 (Hans Zeh, Luigi Carneiro, Carla Castro) fizeram uma regravação das canções em 2017 para celebrar os 20 anos do anime no Brasil em um projeto chamado YuYu20 exibido pelo canal JBox TV.

A seguir vou deixar as novas versões das canções inesquecíveis que marcaram uma geração. Eu, inclusive, me atrevo a dizer que essas músicas não parecem canções de animes de tão boas que são. Elas me trazem uma nostalgia muito boa dos tempos de colégio onde eu cantava as músicas no chuveiro e escrevia as letras nos cadernos de escola.