sexta-feira, 21 de outubro de 2016

As consequências de uma guerra nuclear


Na noite passada, tive um sonho muito estranho. Sonhei que estava observando as constelações durante a madrugada e, de repente, vi um clarão muito forte no céu. O clarão foi tão intenso que, apesar de ter ocorrido distante de onde eu estava, clareou todo o firmamento, transformando a noite em dia. Achei que se tratava de uma explosão de supernova, mas pouco tempo depois, veio uma onda de choque poderosa que destruiu tudo que havia pelo caminho. Tentei fugir inutilmente da onda de destruição até ser atingido por uma escuridão repentina que me pegou. Daí em diante, o resto do sonho foi uma escuridão total, com abstrações incognoscíveis se passando pela minha cabeça, sons confusos e a sensação de estar flutuando no nada. Quando me acordei desse pesadelo, concluí que o que ouve nele foi uma explosão nuclear. Daí fiquei refletindo a respeito da possibilidade de algo assim ocorrer na realidade.

Atualmente, estamos entrando numa espécie de segunda Guerra Fria com a tensão política crescente entre EUA e Rússia devido à guerra na Síria. Nunca se falou tanto em terceira guerra mundial, em abrigos nucleares, em estocar alimentos e em repensarmos sobre o significado da existência. Sabemos também que os sistemas de detecção de mísseis nucleares tanto dos EUA quanto da Rússia são cheio de falhas e ocasionalmente dão alarmes falsos. O que quero dizer é que existe um risco considerável de haver uma guerra nuclear entre os dois maiores arsenais atômicos do planeta. Para se ter uma ideia, uma única bomba atômica hoje tem a capacidade destrutiva de todas as bombas que explodiram durante toda a Segunda Guerra Mundial reunidas. Aquelas bombas de fissão nuclear que destruíram Hiroshima e Nagasaki são brincadeira de criança se comparadas com as bombas de fusão que existem hoje. Isso nos leva a crer que numa troca nuclear completa com milhares de super bombas explodindo, teríamos a destruição total da civilização. Seria o fim dos dias para todos nós.

Numa guerra nuclear teríamos Hiroshimas e Nagasakis em todos os lugares

Numa guerra nuclear, nem todo mundo morreria instantaneamente com as explosões. Haveria outras agonias. Teríamos uma grande legião de queimados, de deformados, de cegos, de cancerosos, de crianças nascendo mortas, escassez de alimentos, falta de remédios, ausência de cuidados médicos, chuva radioativa contaminando a água e o solo. Isso sem falar no temível inverno nuclear, que seria formado pela obstrução total da luz solar em todo o planeta devido à fumaça suspensa na atmosfera oriunda dos incêndios causados pelas explosões. Sem luz solar, as temperaturas cairiam abaixo de zero em todo o planeta, teríamos uma nova glaciação, as plantas morreriam, os animais que se alimentam das plantas também morreriam, a cadeia alimentar seria irreversivelmente afetada, a água estaria imprópria para o consumo e haveria uma disputa de vida ou morte pelo que restasse de suprimentos.
Milhares de espécies de plantas e animais desapareceriam para sempre e a contagem regressiva para extinção total da nossa espécie seria uma consequência natural de toda essa loucura. Guerras civis ocorreriam em todos os lugares e não haveria mais leis a não ser a lei da sobrevivência. Seria um verdadeiro inferno na Terra, um holocausto nuclear onde bilhões de inocentes morreriam. Se, por algum milagre, a espécie humana não fosse totalmente extinta, voltaríamos ao paleolítico, vivendo debaixo de escombros, do frio, da escuridão e devorando uns aos outros para não morrer de fome.

Um mundo pós-guerra nuclear não seria muito diferente disso

Espero, honestamente, que guerras nucleares ocorram apenas em pesadelos, porque do contrário, a nossa espécie será varrida de vez deste planeta. Há quem diga que a guerra nuclear é inevitável... Eu gostaria muito de acreditar que isso é apenas pessimismo.

2 comentários:

  1. Perdoe-me a pergunta, pois sou ignorante neste tema: em caso de alguma guerra nuclear, adiantaria alguma coisa cavar abrigos em formas de trincheira com laje em cima no meio da floresta junto com um bom estoque de suprimentos(itens básicos, armas para defesa pessoal, remédios e muita comida)? Só por curiosidade mesmo.

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    1. Se esse abrigo improvisado fosse feito dentro do raio de alcance da onda de choque, provavelmente não adiantaria de muita coisa. Isso porque ele seria facilmente inundado, tomado pela fumaça, soterrado por destroços e a radiação de longo prazo se infiltraria no solo. Só funcionaria mesmo se fosse um bunker realmente projetado para este fim, com saídas de emergência, sistema de ventilação e blindagem contra a radiação. Fora que o único lugar 100% seguro em uma guerra nuclear é o espaço sideral.

      Já se o abrigo fosse construído longe do epicentro nuclear, em regiões isoladas, ele só daria certo se fosse muito bem escondido. Se acharem seu esconderijo, game over pra você.

      No Wikihow há um artigo interessante ensinando a fazer um abrigo nuclear.

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