quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Nebulosas

A Nebulosa Trífida, na constelação de Sagitário

Um dos objetos astronômicos mais fantásticos e fascinantes que há na galáxia são as nebulosas. Nebulosas são, por definição, grandes regiões no espaço formadas por poeira cósmica, gás e plasma. As nebulosas são restos de estrelas que morreram. Quando as estrelas morrem, elas liberam de volta para o espaço interestelar todos os materiais (átomos, no caso) que foram fabricados em seu interior. Isso ocorre geralmente de duas formas: ou a estrela libera as suas camadas mais externas quando morre - o que caracteriza uma nebulosa planetária. Ou então, quando uma estrela muito massiva ejeta violentamente suas camadas exteriores numa poderosa explosão conhecida por supernova.
Abaixo, dois vídeos mostram como se forma o material que compõe as nebulosas.

Como ocorre uma nebulosa planetária:


Explosão de uma supernova e a formação da Nebulosa do Caranguejo:
video


A matéria que forma as nebulosas é reagrupada pela gravidade para formar novas gerações de estrelas e de planetas. O nosso sistema solar, por exemplo, também se originou numa nebulosa. E devido à presença de metais pesados como o ouro, a platina e o chumbo no nosso planeta, concluímos que a nebulosa que gerou o nosso sistema solar teve partículas geradas na explosão de uma supernova. Somente as explosões de supernovas geram átomos pesados. É por isso que é correto afirmar que somos poeira das estrelas, literalmente.

Nebulosa de Eta Carinae

Através dos chamados filtros de banda estreita é possível determinar os tipos de átomos de uma nebulosa pelo seu espectro. Cada cor que aparece nas fotos das nebulosas representa um tipo de átomo diferente, como no exemplo abaixo:

hidrogênio
cor original: vermelho
cor visível na fotografia: verde

oxigênio
cor original: verde-azulado
cor visível na fotografia: azul

enxofre
cor original: vermelho escuro
cor visível na fotografia: vermelho

Como as cores originais nem sempre possuem boa visibilidade, normalmente as fotografias recebem tratamento digital para resplandecerem cores mais vivas no espectro da luz visível, como ocorre no exemplo abaixo com os Pilares da Criação da Nebulosa da Águia:

Cor original da nebulosa à esquerda e a foto com as cores realçadas à direita

Conversão das cores

A Paleta do Hubble (Hubble Pallete) serve justamente para dar destaque aos elementos químicos que aparecem na imagem; dessa forma, nós podemos distingui-los com mais clareza. É a chamada cor representativa, que traduz a impressão espectral dos elementos em luz visível.

A seguir, algumas nebulosas famosas:

Nebulosa do Esquimó
Nebulosa da Formiga
Nebulosa do Caranguejo
Nebulosa da Águia
Nebulosa da Chama, na Constelação de Orion
Nebulosa Cabeça de Cavalo, também na Constelação de Orion
Nebulosa do Anel
A famigerada Nebulosa de Orion, na Contelação de mesmo nome
Nebulosa Cabeça de Bruxa, na Constelação de Orion
Nebulosa Olho de Gato

Para saber mais:
Nebulosa de emissão
Paleta espacial
History Channel: O Universo - Nebulosas

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