quinta-feira, 28 de julho de 2016

20 motivos pelos quais eu sou de esquerda


Como algumas pessoas não entenderam os meus argumentos em outros posts onde eu explico de forma mais discursiva porque sou de esquerda, resolvi então simplificar as coisas desta vez. A seguir vou listar da forma menos prolixa possível vinte razões pelas quais eu me considero de esquerda.

1 - Porque prefiro sistemas cooperativos ao invés de competitivos.
2 - Porque me preocupo com a inclusão social.
3 - Porque me preocupo com o bem-estar da coletividade.
4 - Porque quando não está bom para todo mundo, não está bom para ninguém.
5 - Porque a minha realidade não é mais importante que a de todo mundo.
6 - Porque eu não acredito que as desigualdades sociais sejam naturais e inevitáveis.
7 - Porque acho condenável que uma pessoa fique milionária sem trabalhar, ao viver de rentismo.
8 - Porque sou contra a exploração desumana da classe trabalhadora.
9 - Porque sou contra rico pagar menos impostos que os pobres.
10 - Porque não confundo globalização com imperialismo.
11 - Porque eu tenho consciência que o capitalismo é o sistema mais desumano que existe.
12 - Porque sei que o Brasil é governado e planejado por suas elites desde 1.500, a tal plutocracia.
13 - Porque acho que é obrigação do Estado cuidar das pessoas.
14 - Porque acho um absurdo viver em mundo onde é proibido roubar comida, mas não é proibido morrer de fome.
15 - Porque eu sei que os bens, as terras e a comida não são distribuídas de forma justa entre as pessoas.
16 - Porque não existe meritocracia em uma sociedade onde uns nascem tendo tudo e outros tendo nada.
17 - Porque eu tenho consciência de classe.
18 - Porque não penso de acordo com o senso comum.
19 - Porque sei que o próximo Einstein pode estar morrendo de fome na África neste momento.
20 - Porque tenho empatia pelas pessoas menos privilegiadas que eu.


8 comentários:

  1. A idéia adequada para a questão da Negação Petista, seria com certeza a palavra denegação (a denegação é a toda hora utilizada por petistas -- pois nada criam, apenas repetem clichês escritos ou falados), quando se pensa na atividade psíquica. Podemos intuir o seguinte sentido: «processo pelo qual a pessoa, embora formulando um dos seus desejos, pensamentos ou sentimentos até então recalcados, continua a DEFENDER-SE dele negando que lhe pertença. Trata-se de um termo, de uma idéia, de uma verbalização, de uma fala, de um comportamento, de uma frase clichê decorada, que caracteriza esse mecanismo de defesa através do qual a pessoa (nesse caso aqui, o PT e petistas) EX-PRIME negativamente um desejo, insistência, fala, pensamento, frase-feita, frase decorada cuja presença ou existência ele recalca»
    E assim vai o PT fazendo uso dos clichês e narrativas publicitárias que USURPAM o pensamento e nossas mentes.
    Existem mulheres fabulosas. Mas tais mulheres são esquecidas. Inclusive pela Grande Mídia. Uma delas é Janaína Paschoal...

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    1. Desculpe a sinceridade, mas a sua linha de pensamento é um completo delírio psíquico. E chamar a atriz comprada pelo PSDB de "mulher fabulosa" é comprometedor.

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  2. Bom, por outro lado, a individualidade (a individuação, como queira) -- e que não tem nada a ver com o in-di-vi-dual-ismo --, é muito positivo e bom sim.
    Eis para refletir:

    Winston, herói de ‘1984’, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que ‘só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade – só o poder pelo poder, poder puro.’

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    1. Agora, sim, concordo com você. O Estado não pode ser nem grande demais e nem pequeno demais. Grande demais vira totalitarismo, pequeno demais gera crises como a de 1929. A grande discussão política hoje é com relação ao tamanho do Estado.

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  3. Por isso que Cuba, Coreia do Norte Venezuela.... São exemplos de um país civilizado né?

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    1. Ao afirmar que sou de esquerda, não estou querendo dizer que eu apoio Cuba, Venezuela ou Coreia do Norte - aliás, isso sequer foi mencionado no texto.
      Existem muitos tipos de esquerda. Eu sou a esquerda da social democracia, do bem estar social e do keynesianismo. Não tenho simpatia por ditaduras de nenhum viés e não acho esses países que você citou democráticos.

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  4. excelente! Eu só lembraria no item 19, não precisaria ir tão longe. Milton Nascimento, O Milton Nascimento, nasceu de uma mãe solteira, tuberculosa. Não fosse sua mãe adotiva, ele teria o mesmo destino do Einstein africano que citaste. Gostei de tuas colocações! Abração!

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