terça-feira, 8 de novembro de 2016

O desastre da eleição estadunidense e o putinismo


Ontem me perguntaram em quem eu votaria se eu fosse norte-americano: no Trump ou na Clinton. Minha resposta seria 'nenhum'. Se eu votasse por lá, preferiria votar na ambientalista Jill Stein. Sim, não há apenas o Diabo e a Coisa Ruim para se escolher. Mas isso não surtiria qualquer efeito, até porque as eleições nos EUA são indiretas e decididas pelas oligarquias estaduais. Os Estados Unidos continuarão sendo governados por gente que não muda em nada a estrutura problemática da nação. Entra presidente e sai presidente e os EUA não conseguem sair da 78ª colocação no ranking da igualdade; os negros continuam morrendo como moscas nas mãos de policiais, quando não lotam as prisões; o sistema de saúde é uma máfia e a educação continua elitista, com as restrições geográficas que a caracterizam. Ou seja: independente de quem vença, os problemas estruturais continuarão basicamente os mesmos enquanto que o país continuará a ser governado para o grande capital financeiro, para as corporações transnacionais, para a indústria armamentista, para o sionismo, para a exploração dos povos e para a guerra. O próprio Carl Sagan já denunciava isso há mais de duas décadas e praticamente nada mudou de lá para cá.


Sobre o outro assunto, após ter sido "xingado" de "putinista" por um usuário perturbado do Facebook, resolvi deixar um vídeo e uma postagem que explicam porque eu tenho ojeriza ao belicismo imperialista sem limites dos EUA. O vídeo segue abaixo, explicado pelo próprio Putin:


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